domingo, 13 de junho de 2010

Ônibus circulam normalmente hoje



Depois de cinco dias de sufoco, fortalezense pode ir à praia e curtir seu lazer tranquilamente neste domingo

Motoristas, fiscais e cobradores, em greve desde a última terça-feira, decidiram voltar ao trabalho hoje. É uma trégua de 24 horas. Nesta segunda-feira, o movimento será retomado nos moldes que vinha sendo obedecidos, com a paralisação de algumas empresas e o fechamento de um terminal em horário de pico, a fim de atingir o percentual estabelecido pela Justiça de 50% de coletivos rodando nos demais períodos.

O assessor político do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado do Ceará (Sintro), Valdir Pereira, explicou que "é uma forma de amenizar os reflexos do movimento em relação à população. "Os trabalhadores de uma forma geral têm direito a um dia de lazer, após uma semana dando duro. Por outro lado, a categoria precisa de um descanso, já que a adesão, dentro do que foi estipulado pela lei, é total", assegura Valdir.

Ontem, segundo o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Ceará (Sindiônibus), oito empresas foram paralisadas: Viação Montenegro, Cearense, Rota Expressa, São Benedito, Terra Luz, São José de Ribamar, Aza Azul e São Francisco, totalizando 310 veículos fora de circulação.

O advogado do Sintro, Fernando Castelo Branco, justificou o elevado número de empresas paradas. "É que elas são de menor porte, a maioria com cerca de 50 ônibus. O que importa é que atingimos apenas aos 30% que a lei determinou".

sábado, 12 de junho de 2010

Reunião entre motoristas e empresários termina novamente sem acordo

POR OPOVO ON-LINE 


O sindicato dos motoristas e cobradores ficou de avaliar proposta de 10% de reajuste salarial, feita pelo Ministério Público


A reunião entre Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários no Ceará (Sintro) e Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Ceará (Sindiônibus) terminou novamente sem acordo, na manhã desta sexta-feira, 11, no Tribunal Regional do Trabalho (TRT). O Tribunal apresentou proposta de 6,1% para os trabalhadores, que recusaram. Já o Sindiônibus ficou de avaliar a proposta.

O Ministério Público do Trabalho (MPT) também apresentou proposta de 10%, apenas para motoristas, cobradores e fiscais. As outras funções teriam reajuste de 6%. O sindicato patronal recusou a oferta e motoristas e cobradores devem apreciar o reajuste. Ainda nesta sexta-feira, 11, o Sintro deve realizar uma assembleia para avaliar as propostas e decidir se suspende a greve neste fim de semana.

Nesta segunda-feira, 14, o Sintro deve apresentar uma nova proposta de reajuste ao Sindiônibus, que deve emitir uma resposta na terça-feira, 15. Na quarta-feira, o MPT deve apresentar um parecer. Após isso, o presidente do TRT, Antônio Parente, deve convocar os sindicatos para nova audiência.

O procurador regional do Trabalho, Francisco Gérson Marques de Lima, comprometeu-se em dar prioridade ao caso e apresentar seu parecer em até 24 horas após o recebimento da documentação. Somente após esse prazo, o TRT decidirá sobre os percentuais de reajuste e as demais cláusulas sociais.

Na reunião desta manhã, o Sindiônibus pediu ao TRT que determinasse que 70% da frota de cada empresa seja garantida, e não a do sistema de transporte, para evitar a paralisação nas garagens. O sindicato patronal solicitou ainda que o Sintro seja multado em R$ 30 mil por dia - no primeiro e terceiro dia de greve - por ter descumprido a liminar expedida pelo TRT e feito paralisações nos terminais.
Cinco empresas de Fortaleza paralisadas

Em greve, motoristas e cobradores paralisaram cinco empresas de ônibus de Fortaleza na manhã desta sexta-feira, 11. Os veículos das empresas Aliança, Ceará Grande, Santa Maria, Fortaleza e Cidade Luz não saíram das garagens. A paralisação começou nas primeiras horas da manhã e deve permanecer durante todo o dia.

No terminal de Messejana e do Papicu, longas filas de usuários à espera dos coletivos, apesar do remanejamento de ônibus de outras empresas para suprir a demanda. Muitos ônibus estavam circulando sem os letreiros que informam o itinerário das linhas, confundindo os usuários.
Prefeitura não vai aumentar valor da passagem

“A prefeita Luizianne lins (PT) não vai dar reajuste de tarifa em função de greve ou por qualquer tipo de movimento de pressão”, avisou, nesta sexta-feira,11, em entrevista ao programa Paulo Oliveira (AM 810), o presidente da Etufor, Ademar Gondim. Ele lamenta que a greve dos motoristas e cobradores de ônibus persista e já considera essa ação um desrespeito que beira à baderna, pois o Sintro, sindicato dos profissionais, descumpre determinação da Justiça do Trabalho de manter 70% da frota rodando.

Ademar Gondim lembrou que o último aumento de passagem foi concedido pela Prefeitura em maio de 2009, quando a tarifa subiu de R$ 1,60 para R$ 1,80, registrando-se na época uma redução de passageiros. Ele reiterou que não virá aumento de passagem para resolver o impasse entre Sindiônibus, que ofereceu 5,5% de reajuste, e Sintro, que pede 45%.

O presidente da Etufor adiantou que, a partir das 8 horas desta sexta-feira, haverá nova reunião entre motoristas e empresários na sede do Tribunal Regional do Trabalho – 7ª Região em busca de uma solução que dê fim ao “quadro de dificuldades” em que está submetida a população usuária do transporte coletivo.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Sintro diminui reivindicação para 10%, mas Sindiônibus quer dar 6,1%

POR BLOG DA JANGA


Nada de acordo. Durante reunião realizada na manhã desta sexta-feira (11), no Tribunal Regional do Trabalho, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado (Sindiônibus) apresentou uma nova proposta, de 6,1% de reajuste aos motoristas e cobradores de ônibus, mas sem sucesso.

O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado do Ceará (Sintro) fez uma contraproposta, diminuindo a reivindicação de 45,37% para 10%. Mas o Sindiônibus continuou sem aceitar e não houve consenso entre as partes.
Nesta tarde, às 16 horas, a categoria se reúne na sede do Sintro para analisar a proposta do Sindiônibus e definir pela continuidade da greve.
Nesta manhã,  os trabalhadores paralisaram as atividades em seis empresas de ônibus. Só em Fortaleza, até as 7 horas, 470 coletivos estavam parados e, em Maracanaú, 100.
Leia também:
Cerca de 250 mil pessoas foram prejudicadas no 2º dia de greve
Manhã de greve dos rodoviários e protestos em Fortaleza
Veja a galeria:





Empresários lançam proposta de aumento para motoristas de 6,1%

POR PORTAL VERDES MARES




Longas filas, empurra-empurra e horas de atraso. O sufoco que está mudando a rotina e tirando a paciência de muitos fortalezenses, desde terça-feira (08), pode acabar.
Nesta sexta-feira (11) pela manhã, trabalhadores e patrões participaram de uma audiência no Tribunal Regional do Trabalho (TRT). No encontro, o desembargador Antônio Parente Propôs 10% de aumento salarial. Os empresários não foram tão além: fixaram a proposta em 6,1%. Durante a tarde, a categoria decide se aceita o valor.
Situação diferente pela manhã
Bem cedo, a situação era diferente. A categoria afirmava que, se não houvesse acordo, motoristas, cobradores e fiscais dotransporte público de Fortaleza iriam parar totalmente as atividades.
"A classe trabalhadora que faz o transporte coletivo de Fortaleza também já não aguenta mais. Se for preciso dar continuidade (à greve), a gente vai. Nós também pensamos no usuário que depende do transporte coletivo todos os dias, nós queremos trabalhar, mas acima de tudo, queremos ser reconhecidos", esclarece Rogério Pontes, membro do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários do Estado do Ceará (Sintro-CE).
Membro do Sintro-CE defende posição da categoria


População sem ônibus
Na manhã desta sexta (11), 6 garagens de ônibus tiveram as frotas paralisadas. Ao todo, cerca de 500 veículos deixaram de circular pela cidade. Só da empresa Ceará Grande, foram 90 carros parados. A maior parte da frota atende a usuários do terminal do Conjunto Ceará.
Além da Ceará Grande e Cidade Luz, que ficam na Parangaba; tiveram as atividades paralisadas as empresas Aliança, na Barra do Ceará; Via Metro, em Maracanaú; Santa Maria, no Monte Castelo; e a empresa Fortaleza, na BR-116.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Greve de ônibus em Fortaleza veja as fotos




Três garagens de ônibus fechadas na manhã desta quinta-feira

por opovo on-line


A paralisação é consequência da greve dos motoristas e cobradores de ônibus que prosseguem a greve por melhores condições salariais. Nessas empresas, a categoria não saiu para o trabalho


As garagens das empresas Maraponga, Vega e Via Urbana amanheceram fechadas nesta quinta-feira, segundo a Etufor. A paralisação é consequência da greve dos motoristas e cobradores de ônibus que prosseguem a greve por melhores condições salariais. Nessas empresas, a categoria não saiu para o trabalho.

O sufoco prossegue para a população em alguns terminais e a espera na parada de ônibus chega a uma hora, segundo reclamavam passageiros nesta manhã.

O presidente do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), desembargador federal José Antônio Parente, convocou para as 14 horas desta quinta-feira, na sede do órgão, nova reunião para tentar um acordo entre motoristas e empresários. Os motoristas pedem 45% de reajuste, enquanto o Sindiônibus oferecu 5,5%. A greve dos motoristas começou terça-feira.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Greve de ônibus em Fortaleza

por TV VERDES MARES

Chegar ao trabalho no horário, não foi nada fácil



A ida para o trabalho ou para a escola hoje foi ainda mais difícil para quem depende do transporte coletivo. Desde a zero hora, motoristas e cobradores de ônibus estão em greve. Com a frota reduzida, a espera nos terminais se tornou cansativa.
Muita gente saiu de casa mais cedo por causa da greve. Antes de seis da manhã, o terminal da Parangaba já estava cheio. Mas o movimento era maior de passageiros do que de ônibus. Até as nove horas, 30% dos ônibus não circularam. Depois, a quantidade de carros parados chegou a 50% da frota total.
Alguns ônibus, que já chegaram ao terminal lotado, não paravam para pegar os passageiros. Com a demora, as filas ficavam cada vez mais longas. Na hora de subir no ônibus era aquela correria.
No terminal do Siqueira, a situação foi parecida. Segurança reforçada e uma aparente tranquilidade. Só o tamanho da fila assustou os passageiros.
No terminal do Papicu, por onde passam 280 mil pessoas por dia, o começo da manhã foi tranquilo. A redução do número de  ônibus circulando não trouxe grandes prejuízos apenas a preocupação com a volta pra casa.
Nas paradas de ônibus fora dos terminais, a situação também foi complicada. Os passageiros chegaram a esperar até uma hora pelos ônibus. Até o transporte alternativo se tornou um problema.
Na avenida Dedé Brasil, uma das mais movimentadas da capital cearense, as paradas ficaram lotadas. Chegar ao trabalho no horário, não foi nada fácil. Durante toda a manhã, a cena mais vista pelos usuários do transporte coletivo foi a de ônibus lotados. Nas paradas sobravam reclamações.